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História e Cultura

Bom Retiro é um dos bairros do distrito do Bom Retiro, na região central da cidade de São Paulo.

É conhecido pelo seu comércio, por ser o local onde foi fundado o Sport Club Corinthians Paulista e por ser o bairro da torcida organizada e escola de samba Gaviões da Fiel. É também onde se localiza a escola de samba Tom Maior.

História

Algumas anotações do Arquivo Histórico de São Paulo dão conta que a origem do bairro remonta ao começo do século XIX quando o local era totalmente ocupado por sítios e chácaras. Essa preferência pela região se consolidou devido à sua localização privilegiada, entre os rios Tamanduateí e Tietê, e resultou em vários lotes de terra que eram aproveitados aos finais de semana pelas famílias mais ricas de São Paulo.

Especula-se que “Bom Retiro” seja em homenagem a alguma chácara que existia ali e, quando foi loteada, deixou seu nome como herança para o bairro. Entre os anos de 1880 e 1890 foi processada à separação e consequente loteamento e arruamento da Chácara Bom Retiro, Chácara Dulley e do Sítio do Carvalho.

Nesse período, inclusive, o bairro entrou no radar da população, afinal, a maior olaria da cidade, a Manfred, foi instalada na região. Outras referências industriais, como a Fábrica Anhaia (tecidos de algodão) e a Cervejaria Germânia, que mais tarde pertenceria à Companhia Antártica, também marcariam presença por ali.

A Rua José Paulino, popularmente chamada de “Zepa”, além de ser ponto de referência quando o assunto é compras, traz uma história curiosa: foi nela, que em 1910, operários da região fundaram o Corinthians.

A Diversidade Cultural da Região

O Bom Retiro acabaria ficando marcado para toda a cidade de São Paulo devido à sua grande diversidade cultural. E isso só ocorreu devido às ondas de imigrantes que foram chegando e se instalando na região. No fim do século XIX começaram a chegar diversos imigrantes europeus, como destaque para os portugueses e, na sequência, os italianos.

A importância do bairro aumentou devido à construção da São Paulo Railway, a Inglesa, que com o tempo passou a se chamar Estrada de Ferro Santos-Jundiaí. Além disso, outro evento importante deu destaque à região: a inauguração da Estação da Luz.  Assim, em poucos anos o Bom Retiro estava no coração do comércio paulistano na segunda metade do século XIX.

Era pela ferrovia Santos-Jundiaí e pela estação da Luz que toda a cidade era abastecida e, dessa maneira, o comércio se concentrou na região oferendo emprego e atraindo interessados por morar nas redondezas. A existência da via férrea acabou ajudando no desenvolvimento do Bom Retiro, Santa Ifigênia e a da Santa Cecília, afinal, vários galpões e depósitos foram instalados ao longo de seus trilhos.

Aliado a isso, várias indústrias começaram a se mexer e o Bom Retiro ganhou a fama de ser um bairro operário. Os italianos, então, passaram a ganhar uma importância grande para a cidade, afinal, graças à sua determinação e disciplina, eram muito requisitados para todo serviço.

A partir do começo do século XX, com o surgimento da nova Estação da Luz e a construção do viaduto unindo a Rua José Paulino e a Couto de Magalhães, o bairro recebeu a estrutura necessária para se expandir ainda mais no segmento comercial. É nesse período, inclusive, que muitas famílias israelitas chegam ao bairro.  Segundo relatos de Hilário Dertônio, entre os anos de 1930 e 1947, mais de 30 mil judeus desembarcaram por aqui.

Mesmo com essa grande migração de judeus para a região, o Bom Retiro ainda abrigou outros imigrantes, como: sírios, libaneses, turcos, russos e povos de outras nacionalidades em menor escala.

A partir dos anos 90 o bairro recebe ainda mais imigrantes. Os coreanos passam a ocupar os espaços comerciais e transformam a região no “núcleo” de sua comunidade. Além disso, bolivianos começam a trabalhar por ali e os nordestinos, que também se encontram em grande número, também representam uma importante força de desenvolvimento para a cidade.

Esta característica do bairro sempre foi valorizada pela grande mídia como um lugar de vivência harmônica entre os povos, como sugere o título da matéria publicada no Diário Popular em 02/08/1996: “O Bom Retiro se identifica com a trajetória dos imigrantes”. O Bom Retiro abriu o primeiro prédio no país destinado à uma linha de montagem de automóveis, com a inauguração da Ford do Brasil, na Rua Sólon, em 1921.

O bairro possui também uma importante herança patrimonial e cultural da cidade. Ele abriga a Pinacoteca do Estado de São Paulo, o Museu de Arte Sacra de São Paulo, o Museu da Língua Portuguesa, a Estação Pinacoteca e o Centro de Estudos Musicais – Tom Jobim.

A Estação Júlio Prestes foi restaurada e atualmente abriga a Sala São Paulo, sede da Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo (OSESP). O antigo solar que pertenceu ao Marquês de Três Rios, Joaquim Egídio de Sousa Aranha, em sua Chácara “Bom Retiro” e mais tarde, abrigando a Escola Politécnica da USP hoje abrigando a FATEC e a ETESP.

Infraestrutura

Possui três estações de metrô: Luz,Tiradentes e Armênia.

Passam pelo bairro vias largas e movimentadas como: Avenida Tiradentes, Avenida do Estado e Avenida Santos Dumont.

Outros importantes logradouros são: Rua João Teodoro, Rua Ribeiro de Lima, Rua Três Rios e Rua José Paulino - esta última, importante reduto de comércio de roupas.

Nele localiza-se a Defesa Civil do Município de São Paulo.

Cultura

Trata-se de um bairro multicultural, com pessoas de diversas origens, principalmente italianas, judaicas, gregas, coreanas e, mais recentemente, bolivianas.

Cerca de 70% do comércio local é administrado pelos coreanos. Boa parte do comércio se modernizou e hoje exibe vitrines dignas de figurar em endereços de alto padrão.